quinta-feira, 15 de março de 2007

Guardo na memória a saudade numa caixa. Quando abro está vazia.
Guardo no peito a saudade e o ciúme numa caixa. Quando abro está vazia.
E o esconde-esconde.
E o piques.
Abro a caixa da saudade e dou de cara com o silêncio.
Abro a caixa do ciúme e dou de cara com a morte.
Abro mais uma caixa, e mais outra, e mais outra, e mais outra, e depois eu fecho.
As caixas não têm tampa. Ela têm noites
As caixas, uma eu não abro mais.

4 comentários:

silvia disse...

eu gostei muito do que escreve,
esta postagem em especial.
todos temos nossas caixinhas
(a caixa de pandora) eu também tenho a minha que não abro mais

sim, eu. disse...

a do amor?

sim, eu. disse...

a do amor?

fabio disse...

de verdade? não sei.