segunda-feira, 16 de abril de 2007

agora eu quero que me estourem os moinhos.
e quero me afogar nessa lama de pus e sangue.

e todas as outras coisas do meu mundo apertado.

não passa de um encontro entre duas epidermes e duas pálidas fantasias, o amor.

fracas, fraquinhas, com cheiro de pêssego e gosto ruim, amargo.
que eu saiba todas as coisas e marque-as com um X bem grande e escuro.

que pare de girar o mundo, o ar seja mais puro e eu consiga dormir rapidamente.
sem os segundos de profundo aperto dentro de não sei onde, que belisca e faz chorar.

eu esqueci como se escreve, perdão.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Frederico, máxima 153, 1886

" que se faz por amor sempre acontece além do bem e do mal"

quinta-feira, 15 de março de 2007

Guardo na memória a saudade numa caixa. Quando abro está vazia.
Guardo no peito a saudade e o ciúme numa caixa. Quando abro está vazia.
E o esconde-esconde.
E o piques.
Abro a caixa da saudade e dou de cara com o silêncio.
Abro a caixa do ciúme e dou de cara com a morte.
Abro mais uma caixa, e mais outra, e mais outra, e mais outra, e depois eu fecho.
As caixas não têm tampa. Ela têm noites
As caixas, uma eu não abro mais.
páro.
.
.
.
desisto.

Eu não existo.

quarta-feira, 7 de março de 2007

"nós nem terminamos de discutir a questão da existência de deus e você quer comer?"

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

estou com o meu saco na lua.